Despedida

Getrão se foi. Mas não queria ir. Dona Morte teve de pegar pesado para conseguir levá-lo. Teve de ir desligando todo o seu corpo. Órgão por órgão. Ele não podia nem mais falar, mas insistia em dizer algo. Depois de muitas tentativas com letras impressas num papel e ele só sacudindo a cabeça entre sim e não, descobrimos o que era tão urgente dizer:

Polícia para me soltar daqui (de Salvador) e me levar para Itapetinga.

E Itapetinga que tão amorosamente o recebeu em vida, também delicadamente fez sua despedida. Mais um sarau que um funeral. Teve poesia, depoimentos belíssimos – emocionados e emocionantes – , memórias, causos, agradecimentos, homenagens. E enquanto a sepultura era coberta, e num céu bonito o Sol passava o turno para a Lua, uma seresta em coro foi brotando e assim foi embalado para o sono eterno o velho/menino Getro.

Nós, familiares, queremos agradecer aos que conosco vieram no dia 16 de julho de 2013 compartilhar essa despedida – mesmo os que não conseguiram saber ou chegar a tempo, estavam presentes – e fazer do funeral um momento de beleza e celebração a uma vida bem vivida.

[Veja aqui fotos do cortejo realizado na cidade]

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